{"id":195,"date":"2024-10-23T11:55:55","date_gmt":"2024-10-23T11:55:55","guid":{"rendered":"https:\/\/antn.pt\/?page_id=195"},"modified":"2025-11-24T21:20:26","modified_gmt":"2025-11-24T21:20:26","slug":"variacoes-do-branco","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/antn.pt\/en\/em-circulacao\/variacoes-do-branco\/","title":{"rendered":"Varia\u00e7\u00f5es do Branc\u00f8"},"content":{"rendered":"\n\n\n<h4>varia\u00e7\u00f5es do branc\u00d8<br><\/h4>\n<h4><span style=\"font-size: large;\"><p style=\"color:#7f747487;\"><strong>TRILOGIA DAS COREs | vol.3<\/strong><br><\/p><\/span><\/h4>\n\n\n\n\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify; color:black; font-family: Roboto; font-size: small;\"><em>&#8220;Nem uma palavra trocaram entre si<br>o anfitri\u00e3o o h\u00f3spede<br>e o cris\u00e2ntemo branco<\/em><strong><em>&#8220;<\/em><br>An\u00f3nimo, Jap\u00e3o, s\u00e9c (?) <\/strong><em><br><br>&#8220;A cal, como subst\u00e2ncia e como cor, ressoa fortemente na chamada \nimagina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica (\u2026) No imagin\u00e1rio da cal ligam-se facilmente \ndualismos e conjuga\u00e7\u00f5es m\u00edsticas e alqu\u00edmicas atrav\u00e9s de um pequeno \nconjunto de caracter\u00edsticas substantivas e de valores culturais \nassociados. Ela \u00e9 um sublimado de alvura que resulta do trespasse \u00edgneo \nde um elemento ct\u00f3nico, mas de gera\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, e que revive, \nebuliente, ao contacto com a \u00e1gua primordial. Ela suprime em si todos os\n corpos vivos, cumpre fun\u00e7\u00e3o purificadora e redentora na decomposi\u00e7\u00e3o \ndos cad\u00e1veres, representa isolada a express\u00e3o superlativa e absoluta do \nbranco e de todos os valores associados a esta cor, ou aus\u00eancia dela (\u2026)<br><br>\nAssim, do cru ao cozido, dos fornos \u00e0s sepulturas, da sua vida \u00e0 sua \nmorte, da sua ebuli\u00e7\u00e3o viva ao seu apagamento, passando pelo leite e \npela alimenta\u00e7\u00e3o e devora\u00e7\u00e3o, a cal cumpre muito completamente as \nfun\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas para pensar os tr\u00e2nsitos ambivalentes entre natureza e\n cultura.\u201d<\/em><br><br>Pedro Prista<strong> <\/strong><em>in <\/em><strong>Terra Palha Cal<\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify; color: black; font-family: Roboto; font-size: 11px;\"><strong>FICHA ART\u00cdSTICA<\/strong><br>composi\u00e7\u00e3o e piano<strong> FILIPE RAPOSO | <\/strong>produ\u00e7\u00e3o musical <strong>FILIPE RAPOSO | <\/strong>grava\u00e7\u00e3o e masteriza\u00e7\u00e3o <strong>ANDR\u00c9 TAVARES | <\/strong>fotografia e v\u00eddeo<strong> ABEL ANDRADE | <\/strong>design <strong>PAULA DELECAVE<\/strong><strong> | <\/strong>produ\u00e7\u00e3o executiva e difus\u00e3o <strong>JOANA FERREIRA\/ANTN | <\/strong>apoio <strong>DIRE\u00c7\u00c3O-GERAL DAS ARTES, REP\u00daBLICA PORTUGUESA CULTURA, FUNDA\u00c7\u00c3O GDA, FUNDO CULTURAL DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES, CONVENTO DE S\u00c3O FRANCISCO\/CM COIMBRA<\/strong><br><br>grava\u00e7\u00e3o <strong>10 <\/strong>e<strong> 11 FEV 25 | CONVENTO DE S\u00c3O FRANCISCO<\/strong>,<strong> <\/strong>Coimbra <br>lan\u00e7amento <strong>23 MAI 25 | TEATRO DO VIRIATO<\/strong>,<strong> <\/strong>Viseu<\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify; color:black; font-family: Roboto; font-size: small;\">Em algumas culturas orientais, o branco \u00e9 a cor do luto e da resili\u00eancia dos seres humanos, ao mesmo tempo que \u00e9 a cor da p\u00e1gina em branco, que permite reinventar a nossa hist\u00f3ria. O branco evoca paisagens imaculadas, dist\u00e2ncias mon\u00f3tonas, das vastas plan\u00edcies geladas aos desertos de areia clara. O branco \u00e9 tamb\u00e9m a cor da novidade, do come\u00e7o. Simboliza o renascimento, simplicidade e restaura\u00e7\u00e3o. As cores da primavera s\u00e3o representadas com as p\u00e9talas brancas e significam renova\u00e7\u00e3o e eterno retorno.\nPartindo de uma lista simb\u00f3lica, como o branco sal, o branco neve, o branco marfim, o branco albornoz, o branco areia, a noite branca ou branco cal, a cor vai sugerindo e moldando o processo criativo e composicional.<br><br>Neste disco <strong>Filipe Raposo <\/strong>volta ao di\u00e1logo entre o norte e o sul, do som que afasta estas duas geografias, mas que tamb\u00e9m as aproxima. Das melodias melism\u00e1ticas com sabor a sul, \u00e0s harmonias minimais influenciadas pelos sil\u00eancios frios e invernos longos dominados pelo branco do norte g\u00e9lido.<br>O branco tamb\u00e9m surge na arquitetura tradicional portuguesa como um indicador de oposi\u00e7\u00e3o entre o norte negro gran\u00edtico e o sul branco cal, assinalando uma paisagem do sul e que contorna a bacia do Mediterr\u00e2neo. A paleta subtil e riqu\u00edssima da cal, cor substanciada, permite o al\u00edvio da ard\u00eancia nos meses de estio e permite a proje\u00e7\u00e3o de sombras (reais e imaginadas) nos meses quentes, mas o seu uso vai muito al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o da casa e dos materiais, simbolizando, <em>per si<\/em>, uma antropologia do habitar. Cor redentora e m\u00edstica, s\u00edmbolo de pureza, met\u00e1fora de ordem e moral, cor da virtude. <br><br>\nPartindo da forma barroca \u2014 tema e varia\u00e7\u00f5es \u2014 o pianista prop\u00f5e que a partir do branco simb\u00f3lico (tema) surjam varia\u00e7\u00f5es mot\u00edvicas e tem\u00e1ticas.<em><\/em><br><\/p><p><\/p>\n\n<p style=\"text-align: justify; color:black; font-family: Roboto; font-size: 11px;\"><strong>BIOGRAFIA<\/strong><br> \n<strong>Filipe Raposo<\/strong> \u00e9 pianista, compositor e orquestrador. Iniciou os seus estudos de piano no Conservat\u00f3rio Nacional de Lisboa e concluiu o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Estocolmo), tendo sido bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. \u00c9 licenciado em Composi\u00e7\u00e3o pela Escola Superior de M\u00fasica de Lisboa.\nEnquanto compositor, orquestrador e pianista, tem colaborado com in\u00fameras orquestras europeias, apresentando-se a solo ou com diferentes forma\u00e7\u00f5es em festivais internacionais. Colaborou em concertos e em grava\u00e7\u00f5es discogr\u00e1ficas com alguns dos principais nomes da m\u00fasica portuguesa.\nDesde 2004, colabora com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente no acompanhamento de filmes mudos. A convite desta institui\u00e7\u00e3o, comp\u00f4s e gravou a banda sonora para as edi\u00e7\u00f5es em DVD de filmes portugueses do cinema mudo: <strong>Lisboa, Cr\u00f3nica Aned\u00f3tica<\/strong>, de Leit\u00e3o de Barros (men\u00e7\u00e3o honrosa no festival Il Cinema Ritrovato, em Bolonha); <strong>O T\u00e1xi n.\u00ba 9297<\/strong>, de Reinaldo Ferreira; <strong>O Primo Bas\u00edlio, Frei Bonif\u00e1cio, Barba Negra<\/strong> e <strong>Primo Bas\u00edlio<\/strong> de Georges Pallu; <strong>Nazar\u00e9, Praia de Pescadores<\/strong>, de Leit\u00e3o de Barros.\nTrabalha tamb\u00e9m regularmente como compositor em cinema e teatro. Autor da m\u00fasica original do document\u00e1rio <strong>Um Corpo que Dan\u00e7a \u2013 Ballet Gulbenkian 1965-2005<\/strong>, de Marco Martins. Em 2022 realizou, em parceria com Ant\u00f3nio Jorge Gon\u00e7alves, o document\u00e1rio <strong>O Nascimento da Arte.<\/strong> No mesmo ano escreveu a \u00f3pera <strong>As Cortes de J\u00fapiter<\/strong> (Gil Vicente), com encena\u00e7\u00e3o de Ricardo Neves-Neves. <br>\nEm nome pr\u00f3prio, editou os discos: \n<strong>First Falls<\/strong> [Pr\u00e9mio Artista Revela\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Am\u00e1lia \u2013 2011] | <strong>A Hundred Silent Ways<\/strong> (2013) | <strong>Inquietude<\/strong> (2015) | <strong>Rita Maria &amp; Filipe Raposo Live in Oslo<\/strong> (2018) | <strong>\u00d8cre<\/strong> <strong>vol.1<\/strong> (2019) | <strong>The Art of Song vol.1: When Barroque Meets Jazz<\/strong> (2020) | <strong>\u00d8bsidiana vol.2<\/strong> (2022) | <strong>The Art of Song vol.2: Between Sacred and Profane<\/strong> (2023).\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n<span style=\"font-family:Roboto;\"><strong>AGENDA<\/strong><\/span>\n<p><span style=\"font-family:Roboto;\"><span style=\"font-size:small;\"><strong>2026<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n\n\n\n\n<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 13px;\">VARIA\u00c7\u00d5ES DO BRANC\u00d8<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 12px;\">TRILOGIA DAS CORES\n\n\n<span style=\"font-size:small;\"><strong>25 JAN<\/strong>&nbsp;| IGREJA DO CONVENTO DE S\u00c3O FRANCISCO<\/span><span style=\"font-size:small;\"><strong>, <\/strong>Coimbra<strong><br><\/strong><\/span>\n\n\n\n\n\n\n<p><span style=\"font-family:Roboto;\"><span style=\"font-size:small;\"><strong>2025<\/strong><\/span><\/span><br><\/p>\n\n\n\n\n<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 13px;\">VARIA\u00c7\u00d5ES DO BRANC\u00d8<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 12px;\">TRILOGIA DAS CORES\n\n\n<span style=\"font-size:small;\"><strong>19 JUN<\/strong> | CENTRO CULTURAL DE BEL\u00c9M<\/span><span style=\"font-size:small;\"><strong>, <\/strong>Lisboa<strong><br><\/strong><\/span>\n\n\n\n\n\n\n<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 13px;\">VARIA\u00c7\u00d5ES DO BRANC\u00d8<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 12px;\">TRILOGIA DAS CORES\n\n\n<span style=\"font-size:small;\"><strong>13 JUN<\/strong> | CENTRO CULTURAL RAIANO<\/span><span style=\"font-size:small;\"><strong>, <\/strong>Idanha-a-Nova<\/span><span style=\"font-size:small;\"><strong><br><\/strong><\/span>\n\n\n\n\n<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 13px;\">VARIA\u00c7\u00d5ES DO BRANC\u00d8<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 12px;\">TRILOGIA DAS CORES\n\n\n<span style=\"font-size:small;\"><strong>23 MAI<\/strong> | TEATRO DO VIRIATO<\/span><span style=\"font-size:small;\"><strong>, <\/strong>Viseu<strong><br><\/strong><\/span>\n\n\n\n\n\n\n<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 13px;\">VARIA\u00c7\u00d5ES DO BRANC\u00d8<span style=\"font-family:Roboto;\"><p style=\"color: white; font-size: 12px;\">TRILOGIA DAS CORES\n\n\n<span style=\"font-size:small;\"><strong>25 a 28 JAN<\/strong> | RESID\u00caNCIA ART\u00cdSTICA | CENTRO CULTURAL RAIANO<\/span><span style=\"font-size:small;\"><strong>, <\/strong>Idanha-a-Nova<strong><br><\/strong><\/span>\n\n\n\n\n<p><span style=\"font-size:x-small;\"><span style=\"\"><span style=\"\"><strong>Projeto financiado por<\/strong><\/span><\/span><\/span><br><\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":329,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","footnotes":""},"class_list":["post-195","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=195"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/195\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/329"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/antn.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}