THEIA Festival
O nome que dá origem ao festival bebe inspiração da Titânide grega Theia, associada ao poder da Visão e à Luz/Iluminação através da profecia, é ela a mãe de Helios O Sol, Eos A Aurora e Selene A Lua.
Numa realidade de crescente consciência sobre o papel feminino na sociedade e o seu reconhecimento, aparece o primeiro festival inteiramente dedicado às artistas, compositoras e intérpretes contemporâneas do nosso País. Todas as líderes participantes deste festival se distinguem, não só serem instrumentistas e intérpretes, mas também compositoras, agentes criadoras, que ativamente moldam a realidade artística e cultural dos tempos presentes.
Esse é um dos elementos diferenciadores de todas as iniciativas que até agora possam ter existido em Portugal.
A grande aposta da programação do Theia é dar a conhecer o trabalho de excelência que se faz na área do jazz contemporâneo, música erudita/exploratória.
Tal como o conceito da mulher-aranha, de Louise Bourgeois, o Theia quer expandir os limites do que o público conhece e espera da Mulher no Jazz. A mulher artista desdobra-se em ambivalências, o contacto com essa realidade fará mais jus à multiplicidade artística do seu trabalho, tornando certamente mais rica a experiência do grande público.
Brincando com a própria ambivalência da palavra e das referências, o Theia inevitavelmente pretende estender a sua “teia” para, não só se tornar um marco no panorama nacional, criando o acesso a modelos artísticos femininos, como também integrante do roteiro de festivais internacionais, podendo assim estabelecer no futuro, parcerias com a comunidade além-fronteiras.
BIOGRAFIA
Rita Maria estudou canto lírico no Conservatório Nacional Música de Lisboa, Jazz na Escola de Jazz do Barreiro, ESMAE e na Berklee College of Music em Boston. Passou parte da sua vida entre Portugal, E.U.A. e Equador. Deambula entre a improvisação do Jazz e a nostalgia do Fado, o Experimentalismo, a fusão com World Music e o Rock.
Cantou com músicos como Mário Laginha, Carlos Bica, Filipe Raposo, Nuno Costa, João Paulo E. da Silva, André Fernandes, Albert Sanz, Afonso Pais, Mário Franco, Luís Figueiredo, José Eduardo, João Barradas, Sara Serpa, André Matos, Paula Sousa, Elias Meister, Ziv Ravitz, Cris Case, Yago Vázquez, Alex Alvear, Igor Icaza, María Tejada, Donald Régnier, entre outros.
Colaborou com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, Big Band Júnior, Orquestra Andina. Gravou com e para Elias Meister, Yeray Jiménez, Nuno Costa, João Firmino, Afonso Pais, Kiko Pereira, Luís Figueiredo, Amélia Muge, Rão Kyao, Lars Arens Band Larga, Dixie Gang, Sayuri Shimizu, BBJ.
Participou no projeto do compositor equatoriano Igor Icaza e também com o grupo de Rock Sal y Mileto. Desde 15 é cantora da Banda Stockholm Lisboa Project.
Lança, em 16, com Afonso Pais, o disco Além das Horas. É cantora da banda Saga Cega, com álbum de estreia em 17.
Como professora: Escola de Jazz Luiz Villas Boas; professora e coordenadora do Departamento de Canto da Universidad de Las Américas, Quito; professora convidada do GMI (Nova Deli); coordenadora do Departamento de Canto do USFQ College of Music (Univ. San Francisco de Quito).
Recebeu o Prémio de Artista do Ano, Prémios RTP/Festa do Jazz 2018.
Faz parte, com Mário Franco e Luís Figueiredo, do trio Círculo, que dá origem à Editora discográfica RODA Independent Music, da qual é cofundadora.
Atualmente desenvolve o seu trabalho artístico com Filipe Raposo, com quem já lançou 2 discos.
Faz parte do Quang Ny Lys, com João Mortágua e Mané Fernandes; do trio de música contemporânea, com Martin Sued e Bernardo Couto. Foi professora no Departamento de Jazz da Universidade de Den Haag, Holanda.
A convite de Joana Ferreira e Manuela Jorge, diretoras artísticas do Centro Cultural da Malaposta entre 2019 e 2024, concebeu e é curadora do Festival THEIA desde a sua 1ª edição em 2022.
