A ILHA | MARCO MARTINS
INSTALAÇÃO PERFORMATIVA | ESTREIA 18 JUL 26, LOUSAL, GRÂNDOLA
INSTALAÇÃO PERFORMATIVA
SEXTA, 17 JUL 2026 | 19H | ENSAIO GERAL ABERTO AO PÚBLICO
SÁBADO, 18 JUL 2026 | 19 H | ESTREIA
MUSEU MINEIRO DO LOUSAL, Lousal, Grândola
PONTO DE ENCONTRO | BAIRRO DOS QUARTÉIS - Rua do Polvarinho, Lousal
M/12 | 130 MINUTOS aprox.
ENTRADA LIVRE [mediante reserva] | LOTAÇÃO LIMITADA
reservas.antn@gmail.com | 934 104 976 | 917 494 249
Durante muitos anos, o Lousal foi um oásis de sobrevivência para a população do Alentejo e Algarve. Propriedade da família Velge (belga), que adquiriu a concessão de exploração de 124 hectares por 500 anos — concessão que permanece em vigor —, atingiu as 1200 toneladas diárias de extração, quantidade suficiente para encher cinco comboios de 20 vagões por dia. A aldeia, com traços de grande cosmopolitismo, constituía simultaneamente um mundo fechado e totalmente controlado pela empresa mineira: igreja, hospital, maternidade, escola, mini-mercado, campo de jogos e salão de festas pertenciam ao universo da mina, criando uma estrutura paternalista em que trabalho, habitação, lazer e sobrevivência dependiam dos proprietários.
Raramente encontramos um território onde a memória coletiva permanece tão profundamente inscrita na paisagem como no Lousal, antiga aldeia mineira moldada pela exploração da pirite. A mina definiu não apenas o espaço físico, mas também os afetos, as relações humanas e o destino de sucessivas gerações. É neste território suspenso entre ruína e memória que nasce A ILHA, uma instalação performativa que convoca as histórias e vivências dos habitantes da aldeia, marcadas pelo trabalho subterrâneo.
Baseado nos testemunhos de ALBERTO ROSA PEREIRA, AVELINO ESPADA, EDUARDO SILVA, ETELVINA GUERREIRO (VINA), FATINHA VAZ, GRACINDA DIAS, JOSÉ GUERREIRO, JOSÉ PACHECO, MANUEL JOÃO VAZ E MARIA ANDRADE SOROMENHO
A ILHA integra-se no eixo LA-TITUDES da ANTN, um programa de criações participativas que colocam as comunidades no centro do processo artístico, promovendo o encontro entre artistas e território e contribuindo para a construção de novas memórias coletivas.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
PERCURSO
A performance inclui um percurso total de aproximadamente 1,5 km, dos quais cerca de 270 metros decorrem numa galeria subterrânea. Participantes com claustrofobia, poderão iniciar o percurso à superfície. Antes da entrada na galeria subterrânea, serão fornecidas todas as indicações de segurança necessárias.
Recomenda-se a utilização de roupa e calçado confortáveis, bem como de um agasalho, dado que a temperatura no interior da galeria poderá ser mais baixa. Atendendo às temperaturas elevadas previstas, aconselha-se que os participantes tragam água. Recomenda-se ainda a utilização de repelente, uma vez que poderá haver mosquitos.
ACESSIBILIDADE
Em caso de mobilidade reduzida, haverá, infelizmente, uma pequena parte do percurso à qual não será possível aceder. No entanto, teremos pessoas no local para prestar apoio e facilitar o acesso à segunda parte do espetáculo.
COMER E BEBER
No dia da estreia, haverá uma pequena ceia depois do espetáculo, no café junto ao museu, onde se reunirão os intérpretes e toda a equipa do espetáculo.
A participação nesta confraternização poderá ser garantida no momento em que efetuar a reserva para o espetáculo, mediante uma comparticipação de 7€ por pessoa. Serão servidos água, sumo, vinho tinto e branco, cerveja e caldo verde (com opção vegan), bem como croquetes, rissóis, pastéis de bacalhau, quiche de legumes, queijos, enchidos e pão.
Caso o deseje, poderá trazer a sua própria comida.
Informamos ainda que, durante o percurso, não existem pontos de abastecimento de água para enchimento de garrafas reutilizáveis.
FICHA ARTÍSTICA
creation MARCO MARTINS | com ANDRÉ CEPEDA, GABRIEL FERRANDINI, HENRIQUE PAVÃO e JOÃO PIMENTA GOMES | música ao vivo GABRIEL FERRANDINI | interpretação ETELVINA GUERREIRO (VINA), FATINHA VAZ, JOSÉ GUERREIRO, MANUEL JOÃO VAZ e DINIS DUARTE | interpretação com máscaras ELOI GUERREIRO, MATEUS GUERREIRO e SIMÃO CORREIA | investigação e textos AFONSO CRUZ, JOANA PEREIRA BASTOS e RAQUEL MOLEIRO
assistência de encenação RITA QUELHAS | desenho de luz NUNO MEIRA | direção técnica PEDRO MOREIRA | construção de adereços e figurino DANIELA CARDANTE | fotografia ANDRÉ CEPEDA | fotografias de arquivo recolhidas no ARQUIVO MUNICIPAL DE GRÂNDOLA, descrição documental da autoria de DANIELA FÉRIAS DE SOUSA | design publicação e cartaz ATELIER PEDRO FALCÃO | fotografia do cartaz ARQUIVO MUNICIPAL DE GRÂNDOLA
comissariado e gestão JOANA FERREIRA e MANUELA JORGE | direção de produção CAMILLA MORELLO | produção executiva SÉRGIO AZEVEDO | assistência de produção JOANA GOLDSCHMIDT | coprodução AINDA NÃO TEM NOME com ARENA ENSEMBLE | projeto financiado por REPÚBLICA PORTUGUESA - MINISTÉRIO DA CULTURA, JUVENTUDE E DESPORTO e DIREÇÃO-GERAL DAS ARTES, ESCOLA DE ARTES DO PORTO e CENTRO DE CRIATIVIDADE DIGITAL (CCD)
apoios CÂMARA MUNICIPAL DE GRÂNDOLA, ARQUIVO MUNICIPAL DE GRÂNDOLA, CASA DO POVO DE AZINHEIRA DOS BARROS, CENTRO CIÊNCIA VIVA DO LOUSAL, JUNTA DE FREGUESIA DE AZINHEIRA DOS BARROS E SÃO MAMEDE DE SÁDÃO | agradecimentos ÁLVARO PINTO, CÉNICA SFX, DANIELA FÉRIAS DE SOUSA, DAVID BRITO, GONÇALO PERNAS/SOMINCOR MINA DE NEVES CORVO, LUÍS SOBRAL/CENTRO COMUNITÁRIO DO LOUSAL, MAFALDA ABRUNHOSA, MAGDA CANÁRIO, MARGARIDA OLIVEIRA, NÁDIA CAIXINHAS/CAFÉ SWEET MINA e PAULA RODRIGUES
ARENA ENSEMBLE
O Arena Ensemble é uma plataforma para o desenvolvimento de projetos artísticos que tem vindo a crescer desde a sua fundação em 2007, revelando sempre uma preocupação pelo risco e experimentação na procura de novas práticas teatrais e performativas, ancorada no cruzamento de diversos géneros artísticos.
O trabalho de Marco Martins, diretor artístico do Arena, surge cada vez mais do encontro com comunidades específicas e periféricas com quem desenvolve longos processo de criação que desafiam uma economia de produção e em que a vida e histórias dos seus intérpretes (não-atores) são a base dramatúrgica dos espetáculos.
Longe de um teatro dito documental, cada projeto implica novos métodos de pesquisa e investigação, recurso a práticas interdisciplinares e constituição de novas equipas, de maneira a responder à sua especificidade.
O nome Arena significa um espaço de combate, confronto e ação que resiste a técnicas específicas ou linguagens predominantes. O trabalho desenvolvido implica o investimento numa prática laboratorial que mistura referências e cruza teatro, dança, artes visuais e performance através da colaboração com diversos artistas, fundamentais nesta dinâmica.
MARCO MARTINS
Nascido em Lisboa em 1972. Estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo depois completado a sua formação nos Estados Unidos com escrita de argumento, na Tisch School of Arts. O seu trabalho abrange diversas áreas, incluindo cinema, onde os seus filmes têm sido apresentados e premiados nos principais Festivais Internacionais, artes plásticas e teatro. No Teatro, cofundou em 2007 o Arena Ensemble, tendo desde aí apresentado espetáculos de forma regular nos principais teatros nacionais. O seu trabalho tem-se progressivamente ancorado no cruzamento de diversas linguagens performativas e na colaboração com não-atores e comunidades específicas. Os longos processos criativos de cariz comunitário e forte componente coreográfica conferem à obra de Marco Martins uma voz inigualável no panorama artístico português. As suas últimas peças incluem A Colónia, uma encomenda da Culturgest para os 50 anos do 25 de Abril que contou com 8 récitas esgotadas; Blooming, a partir de um convite do Art Over borders e com jovens residentes em instituições de acolhimento; Pêndulo, uma coprodução ARTEMREDE, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto, com um grupo de mulheres cuidadoras e empregadas domésticas; SELVAGEM, uma reflexão sobre o uso da máscara em práticas ritualísticas a partir de uma ideia de Renzo Barsotti; PROVISIONAL FIGURES GREAT YARMOUTH, com um processo de dois anos de investigação junto da comunidade portuguesa de Great Yarmouth (Reino Unido), apresenta reflexão sobre os problemas da identidade e da emigração num contexto urbano fortemente abalado pela crise económica e consequentes convulsões sociais; e Todo o Mundo é um Palco em coencenação com Beatriz Batarda a propósito da celebração dos 150 anos do Teatro Trindade e com o apoio da Fundação INATEL.












