Corpo Nómada
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CORPO NÓMADa

música e circo contemporâneo | ESTREIA 27 FEV 26, SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL

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CORPO NÓMADA é um devaneio em movimento onde quatro seres exploram os territórios do encontro. Serão versões de uma mesma história? Reflexos uns dos outros em dimensões metafísicas ou terrestres? A fronteira permanece difusa, deliberadamente porosa.
Em cima, os corpos aéreos dançam uma liberdade bela e frágil. Procuram-se, tocam-se, projetam-se para outros lugares que talvez existam apenas no seu ímpeto. Cada gesto torna-se alegoria: o equilíbrio precário de toda a relação, de toda a aspiração, o desejo que eleva, a graça que emerge da incerteza.
Em baixo, a realidade também ressoa. Os corpos, prisioneiros de uma imponderabilidade humana, apenas conseguem dialogar através da música, através de corpos e proximidades que hesitam. Atravessados por histórias passadas ou ainda por viver. Vibram como os seus duplos aéreos. Sem saber quem é espelho ou reflexo.
Observam-se, os quatro, como quem contempla um ideal — atónitos e nostálgicos de uma liberdade, de uma poesia viva, perdida ou reencontrada. A outra face de uma mesma errância.

Entre a terra e o céu, entre o sonho e os elementos, o mar, o ar, o solo e a imprevisibilidade, CORPO NÓMADA tece um conto cosmogónico e volátil. Sensual e profundo. Uma história de corpos nómadas que não procuram um destino, apenas o instante frágil em que duas trajetórias se cruzam — e a vertigem sublime desse instante.

FICHA ARTÍSTICA
ideia, gestão e produção JOANA FERREIRA e MANUELA JORGE | criação coletiva e interpretação JOÃO PAULO SANTOS [Cie O Último Momento], JOANA NICIOLI [Cie Ruyna]BERTRAND GROISARD [Groupe ZUR], FILIPE RAPOSO RITA MARIA, | coordenação artística JOÃO PAULO SANTOS [Cie O Último Momento] | conceção musical FILIPE RAPOSO e RITA MARIA | desenho de luz ZÉ RUI | engenharia de som TIAGO CERQUEIRA | Operação de som SÉRGIO MILHANO | fotografia PATRÍCIA BLÁZQUEZ | captação vídeo EDUARDO BREDA | coprodução SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL/LISBOA CULTURA | projeto financiado por REPÚBLICA PORTUGUESA - MINISTÉRIO DA CULTURA, JUVENTUDE E DESPORTO e DIREÇÃO-GERAL DAS ARTES | apoio às residências artísticas e técnicas CÂMARA MUNICIPAL DE MAFRA, ESCOLA DE MULHERES - OFICINA DE TEATRO, TEATRO IBÉRICO, MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA | agradecimentos JOÃO AIDOS, MARTA LAPA, RUY MALHEIRO, RITA COSTA, GNR/MAFRA, JORGE RODRIGUES, SÍLVIA GOMES, GONÇALO RODRIGUES e CATARINA CAMOCHO

residências artísticas CASA DA MÚSICA FRANCISCO ALVES GATO, Mafra [05 a 11 jan] | ESCOLA DE MULHERES - OFICINA DE TEATRO, Lisboa [12 a 25 jan] | TEATRO IBÉRICO, Lisboa [08 a 13 fev] | PARQUE DE FEIRAS E EXPOSIÇÕES, Grândola [16 a 20 FEV]
estreia 27 FEV a 01 MAR 2026 | SALA LUÍS MIGUEL CINTRA, SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL, Lisboa

DOSSIER DE PRODUÇÃO [sob pedido]

BIOGRAFIAS
Filipe Raposo e Rita Maria são músicos e compositores que contam com várias colaborações em conjunto. As influências musicais que moldaram artisticamente este duo coabitam num território próprio – a música erudita, o jazz e o cancioneiro tradicional – que são, aliás, premissas para CORPO NÓMADA e aparecem espelhadas na forma como se apropriam do cancioneiro de Jean-Phillipe Rameau, um dos compositores mais importantes do Barroco francês. Ambos têm um longo percurso profissional no que toca a colaborações com músicos e orquestras nacionais e internacionais. Filipe Raposo tem também uma vasta experiência em criar música para espetáculos e cinema.

Joana Nicioli
nasceu em 1993 no Rio de Janeiro. É licenciada em Artes do Espetáculo, pela Université Amiens Picardie Jules Verne. É formada pelo CNAC (Centre National des Arts du Cirque) de Châlons-en-Champagne, França, tendo-se especializado em mastro chinês. De 1999 a 2013 participou na Orquestra Pro Arte, tendo tocado ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Gilberto Gil, João Bosco e Egberto Gismonti. Como artista de circo trabalhou com a Cia Intrépida Trupe, Mathurin Bolze, Grupo Zède, Gaëtan Levêque, Émilie Capliez, Cie Lichka, Cie MetisG’wa, Cie du Chaos, Cie ISI e Cie Libertivore. Em 2024 cria a sua própria Companhia de Circo, Cie Ruyna.

João Paulo Santos
formou-se no CNAC (Centre National des Arts du Cirque) em 2003, fundou em 2004, com o músico Guillaume Dutrieux, a companhia O Último Momento onde criou 8 espetáculos. Considerado um dos melhores intérpretes de mastro chinês contemporâneo. Em 2004 ganhou o Jeune Talent Cirque com o seu primeiro solo "Peut-être". Em 2006 criou "Contigo", com o coreógrafo Rui Horta a convite da SACD, no âmbito dos Sujets à Vif no Festival de Avignon. Em 2007, foi selecionado para o Festival Mondial du Cirque de Demain. Trabalha regularmente em Portugal, o seu país de origem, como intérprete e autor, e assinou o programa do Festival Internacional de Circo do Porto em 2018. É também professor, videasta e encenador. É artista associado do Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo, Portugal).

Bertrand Groisard
é formado em Antropologia e em Cinema, com um mestrado em Cinema Etnológico. Começa a trabalhar nas suas primeiras curtas-metragens em 16mm e em encenações e realizações para a France Inter e a France Culture. Nos anos 90, muda-se para o Canadá e onde trabalha durante 15 anos no ONF (Office National du Film) como responsável pela realização. Conhece Jérôme Bouvet e integra a companhia 2Rien Merci, o que o leva a escrever para as criações da companhia, como Gramoulinophone e Moulinoscope, além de as pôr em imagem. Entre 1999 a 2006, participa na criação dos primeiros Kino Kabarets, laboratórios pontuais onde cineastas, atores, músicos e outros artesãos do cinema se encontram para criar sem restrições, no Cinéma Excentris em Montreal. Regressa a França em 2009, onde continua as suas pesquisas em torno das noções de deslocamento, identidade e memória, abordados por ele de forma antropológica e sensível, na série de retratos de habitantes, “Zozios”, iniciada em Paris em 2010, e depois em diferentes cenários nacionais em França, como Le Channel em Calais e Pronomade(s) em Haute-Garonne, além de na Suíça, em Genebra e Lausanne. Em 2012, junta-se ao Coletivo La Meute para desenvolver o projeto “La Bulle” e realizar uma série de filmes “Zozio”s em Douarnenez. Será também o início de uma colaboração com o Groupe Zur para a criação “Le Révélateur” (2015).É membro do Groupe ZUR desde 2016 e participa das criações “En train” (2017),“Vento” (2021),“Double jeu(x)” (2023) e “Focus” (2026)

Coprodução

Projeto financiado por

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