FESTIVAL THEIA
3ª EDIÇÃO | 2025
RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
22 A 27 SETEMBRO | 10H00 ÀS 19H00
CASA CARLOS REIS
ATIVIDADE NÃO PÚBLICA
RESIDÊNCIA ARTÍSTICA ENSEMBLE THEIA
O Ensemble Theia, na segunda edição, trouxe vida a peças comissionadas, encomendadas a compositoras mulheres com ligações a Portugal. A edição dessas obras pela Editora RODA Music Independent Label fortalece o compromisso do festival com a preservação e difusão dessas criações. Na edição atual, o Ensemble Feminino Theia continua a impulsionar a inclusão, dando voz a novas peças de compositoras portuguesas, contribuindo para a expansão do repertório nacional contemporâneo.
Na edição deste ano podemos contar com a participação da cantora e compositora Nazaré da Silva que abraça a encomenda apresentando música para trio de guitarra portuguesa, violoncelo e flauta transversal nas interpretações de Mafalda Lemos, Margarida Vieira e Teresa Costa. A música composta para este trio explora o formato canção (sem palavras), procurando fundi-lo com a improvisação livre e a música de câmara. A escrita para flauta e violoncelo será tendencialmente mais contrapontística, com a guitarra portuguesa a desempenhar funções predominantemente harmónicas, mas a ideia é que cada instrumento desempenhe diferentes funções à medida que a música se desenrola: o violoncelo, por exemplo, ora funcionará como baixo, ora sobressairá enquanto solista. Os momentos de improvisação deverão proceder em estreita continuidade com a partitura, de modo a que a distinção entre o material escrito e o material improvisado não seja facilmente percetível, procurando-se, assim, um equilíbrio orgânico entre os vários elementos em jogo, predeterminados ou não.
ENSEMBLE THEIA
DOMINGO, 28 DE SETEMBRO | 16H30
TEATRO MUNICIPAL DA LOUSÃ
60 MINUTOS | M/6
BIOGRAFIAS
NAZARÉ DA SILVA nasceu a 13 de setembro de 1997, em Lisboa. Filha de pais músicos, o universo artístico esteve presente desde cedo na sua vida. Cresceu fascinada pela música e pelo teatro. Mais tarde, durante a adolescência surgiu o interesse pela dança, tendo tido aulas de ballet e dança contemporânea durante dois anos. Em 2014 ingressou no curso regular da Escola de Jazz Luiz Villas Boas/Hot Clube de Portugal, onde estudou jazz vocal até 2017, ano em que ingressou na licenciatura em jazz da Escola Superior de Música de Lisboa, que acaba de concluir no presente ano de 2021. Durante a licenciatura teve aulas com Maria João, Afonso Pais, Luís Tinoco e Gonçalo Marques, entre outros. Paralelamente, tem tido aulas particulares de voz com a cantora Rita Maria. Enquanto cantora, gravou o disco “Crime” com João Paulo Esteves da Silva e Samuel Dias, “Vago Pressentimento Azul por Cima”, disco de canções de João Paulo Esteves da Silva para poemas de Ana Paula Inácio e “O que Já Importa”, novo disco do guitarrista Afonso Pais. Também faz parte de vários projetos, como o grupo de improvisação vocal “Circular” dirigido por Aixa Figini, o duo “Chapéu Preto” com Afonso Albuquerque, o Trio com Afonso Albuquerque e Francisco Nogueira e o Nazaré da Silva quinteto, com canções da sua autoria, com João Almeida, Bernardo Tinoco, Zé Almeida e Samuel Dias, que acaba de lançar, no presente ano, o seu primeiro disco, “Gingko”. Para além disso, tem feito trabalhos enquanto letrista, para o disco da Big Band Júnior, para um tema do contrabaixista Carlos Bica, entre outras colaborações.
MAFALDA LEMOS nasceu em 2002, no Porto. Iniciou os seus estudos na música com a guitarra clássica aos 7 anos acompanhada pela professora Luísa Moutinho e aos 9 anos começou a ter aulas de guitarra portuguesa com o professor Carlos Semedo. Ingressou no Conservatório de Música do Porto com a guitarra portuguesa sendo guiada pelo professor Pedro Pinto até completar o 8º grau. Atualmente, esta guitarrista vê mais partituras em branco, procura a arte da criação musical, tendo seguido estudos na Escola Superior de Música de Lisboa no curso de Composição. O seu fascínio é o repertório instrumental da guitarra, para o qual ela gostaria de contribuir com o seu cunho artístico. Vive entre Lisboa e o Porto, a guitarra portuguesa e a composição. Apresenta-se em público desde muito nova, tendo já tocado na Casa da Música, Rivoli, Coliseu do Porto, Voz do Operário, entre outros espaços culturais. Atua a solo ou com variados artistas, recentemente com a guitarrista Luísa Amaro.
MARGARIDA VIEIRA iniciou os estudos de violoncelo com cinco anos na classe do professor Jorge Ribeiro. Em 2013 ingressou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, na classe da professora Raquel Alves, onde terminou o 8º grau do Curso de Instrumento. Terminou, em 2018, a licenciatura em Instrumentista de Orquestra, na classe do professor Paulo Gaio Lima, na Academia Nacional Superior de Orquestra. Já colaborou com várias orquestras portuguesas, dentro as quais a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Gulbenkian. É professora de violoncelo no Conservatório de Música da Metropolitana. Atualmente, a sua ação musical deambula entre a música "clássica", MPB e a música tradicional portuguesa. Formou recentemente o quarteto de MPB Feijão Preto.
TERESA COSTA
é uma flautista natural do Porto cujo trabalho se reparte entre performance de música antiga, orquestral, contemporânea e projetos de natureza interdisciplinar. Em 2021 terminou o mestrado em performance no Conservatório de Amesterdão. Em 2023 integrou a Academia Gustav Mahler e o ULYSSES Ensemble, tendo-se agregado ao Ensemble Intercontemporain no festival ManiFeste do IRCAM. Colaborou com a Royal Concertgebouw Orchestra, o Remix Ensemble Casa da Música, a De Nieuwe Philharmonie Utrecht, o Jong Nederlands Blazers Ensemble e a Residentie Orkest. Em 2021 colaborou com Maria Magdalena Kozlowska na co-criação de COMMUNE (teatro Frascati) e em 2022 fez parte do elenco de “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” (A Turma) com música composta por João Grilo e encenação de António Afonso Parra. Está envolvida em projetos de música contemporânea e/ou original como duo Suzanne, Ladrem, pardais!, Sketch351 - artista em residência do festival Dag in de Branding-, EUPNEA e Novelo Vago. Desenvolve performances para a infância com o colectivo Kleintjekunst. Faz parte de LIÇO, com quem investiga o cruzamento do canto a vozes com os ofícios da lã. Em 2024 desenvolveu trabalho de criação no CURA, DAS Bologna, Associação Porta-Jazz e Teatro de Ferro; Em 2025 na fábrica Cerâmica Rocha com o projeto “Ecos de Grés”. Participa nos últimos discos de André Júlio Turquesa, Guy Salamon, Fuensanta, Gabriel Milliet e Joana Raquel.





