FESTIVAL THEIA
3ª EDIÇÃO | 2025
MESA REDONDA
DOMINGO, 28 DE SETEMBRO | 15H00
CAFETARIA DO TEATRO MUNICIPAL DA LOUSÃ
ENTRADA LIVRE, INSCRIÇÃO PRÉVIA, SUJEITA À LOTAÇÃO
60 MINUTOS | M/6
CANTANDO A RESISTÊNCIA: MULHERES NA MÚSICA DE INTERVENÇÃO EM PORTUGAL
Considerando a carência histórica de reconhecimento e análise dos contributos de mulheres na criação e participação musical com conteúdo político antifascista em Portugal, este painel pretende destacar as vozes de mulheres criadoras que têm desenvolvido obras musicais com uma perspetiva crítica política e social. Após a celebração dos 50 anos do 25 de Abril, este parece ser um momento particularmente relevante para uma reflexão sobre o papel das mulheres nos contextos musicais de contestação política e na construção de discursos de resistência desde o período revolucionário até aos dias de hoje.
BIOGRAFIAS
HÉLDER BRUNO MARTINS (Coimbra, 1976), musicólogo, investigador, professor adjunto convidado da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra (ESEC-IPC), consultor sénior - perito em indústrias culturais e criativas (certificado) da Direção Geral das Artes e de outras instituições, públicas e privadas, é doutorado em etnomusicologia pela Universidade de Aveiro (2020), mestre em ciências musicais pela FLUC (2005), licenciado em educação musical pela ESEC/IPC (1999).
Enquanto investigador científico é autor de uma metodologia de apoio à decisão para a definição de estratégias de prosperidade («ecocracia») e desenvolve estudos nas áreas de música, cultura, emoções e identidades; de artigos, comunicações, prefácios, livros e livros-cd, dos quais se destacam Jazz em Portugal (1920-1956) (Almedina, 2006) e, o mais recente, “É jazz quando me chegam lágrimas aos olhos” José Duarte (1938-2023) (Cordel D’Prata, 2024, com o apoio da SPA).
Para além da sua atividade académica, científica e técnica, é compositor e pianista, tendo editado três álbuns: A Presença, serena e terna (2018); Under a Water Sky (2022) e Ether Sculptures (2025). Em 2023 venceu o prémio “best world music performance” dos IPMA, em Providence, Rhode Island, EUA.
PAULA OLIVEIRA é cantora e compositora. Iniciou os estudos musicais em Coimbra, concluindo o curso de canto clássico em Lisboa. Aperfeiçoou-se em cursos e seminários de jazz em Portugal e Nova Iorque. Gravou diversos álbuns, destacando-se "Lisboa Que Adormece" e "Fado Roubado". Ao longo da carreira, colaborou com artistas e gravou em diversos contextos musicais. Participou em festivais nacionais e internacionais, destacando-se como professora de voz no programa "Operação Triunfo". Atualmente, leciona na Escola de Jazz Luís Villas-Boas e está a realizar o doutoramento em Artes Performativas na Universidade de Lisboa.
MYNDA GUEVARA é oriunda do bairro da Cova da Moura, em Lisboa, e carrega no nome e na atitude uma sede de revolução que está intimamente ligada ao papel ainda muito minimizado das mulheres no rap. O seu rap, em crioulo, como forma de expressão verdadeira e emancipatória, tem vindo a conquistar uma posição de respeito, por força de uma lírica como reflexo do seu papel enquanto mulher, afrodescendente e rapper, no seio de uma sociedade estratificada.



